Dilma tenta conquistar evangélicos

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Desde o início da campanha, muito se falou que o chamado “voto evangélico” seria decisivo. Embora questionado por analistas políticos, o fato é que no primeiro turno Marina Silva (PSB) conseguiu atrair apoio da maioria das lideranças evangélicas.
No início da campanha, os assessores de Dilma tentaram criar um “comitê evangélico”, de representatividade questionável. Entre os escolhidos para serem interlocutores com as igrejas evangélicas estavam Marcos Pereira, presidente do PRB, Gilberto Kassab, do PSD, e Eurípedes Júnior do PROS.
Pereira, cujo partido é ligado à IURD, afirmou que existe grande resistência dos fiéis à reeleição de Dilma justamente por que o governo petista quebrou sua promessa e de forma extra-oficial tornou legal tanto a união civil de homossexuais quanto o aborto. A presidente vem se justificando que não mudou nenhuma lei com relação aos temas. Contudo, o esforço político-religioso não produziu nenhum impacto na fragmentada comunidade evangélica.
Durante a campanha, ela compareceu a um culto na Assembleia de Deus do Brás, e à inauguração do Templo de Salomão, ambos em São Paulo. Oficialmente, ganhou apenas o apoio do bispo Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira. O canal oficial da presidente publicou inclusive um vídeo com uma fala contundente do bispo.
Nele, o presidente vitalício da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil compara a sucessão de obras inacabadas do governo (prometidas pelos PACs elaborados por Dilma) à criação do mundo relatada em Gênesis.
Com a pouca repercussão, o PT tentou gerar um movimento nas redes sociais intitulado “Manifesto evangélico com Dilma”. A lista divulgada pela candidata virou piada, pois além de não trazer nenhum nome de expressão reunia padres, espíritas, budistas e ateus!
Com o início do segundo turno, a presidente Dilma decidiu fazer uma nova tentativa para tentar conquistar votos entre os evangélicos. O Broadcast Político, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, afirma que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência e coordenador da campanha de Dilma, Gilberto Carvalho, usou a reunião da executiva do PT desta quarta (8) para insistir que o partido busque esse segmento que estima-se serem cerca de 20% do eleitorado.
Carvalho propôs que Dilma não se contente apenas com o diálogo existente com os principais líderes. Para ele, a campanha deveria atrair as “médias lideranças”, que teriam um contato mais direto com os fiéis. Curiosamente, esse é o mesmo líder petista que dois anos atrás atacava frontalmente as igrejas evangélicas.
Um dos primeiros passos do comitê petista foi programar um novo ato político em uma igreja evangélica ainda a ser definida. Também mandou imprimir dois milhões de panfletos intitulados “Evangélicos com Dilma – Por que votamos em Dilma!”.
O material traz uma foto da presidente durante o culto na Assembleia de Deus do Brás, destaca uma frase dita por ela na ocasião: “O Estado brasileiro é um Estado laico, mas o Brasil é uma nação que tem Deus como Senhor. Acredito naqueles que creem. Acredito no poder da oração. Não se esqueçam de orar por mim. Todos os dirigentes deste País dependem do voto do povo e da graça de Deus. Eu também”.
Uma postura bem diferente que ela tinha alguns anos atrás, quando ainda não era presidente e de quatro anos atrás, quando concorria pela primeira vez à presidência.
A estratégia de aproximação com os evangélicos até o momento parece não ter dado certo. Segundo o Datafolha, Aécio Neves lidera a intenção de votos no segmento. Dilma Rousseff também vem sendo criticada constantemente por líderes importantes como o deputado federal reeleito Marco Feliciano.
Ele é veemente: “O PT comandou o processo de desconstrução da família”. Lembrou ainda que “Dilma prometeu retomar o PLC122 caso seja reeleita, criminalizando a opinião contra a homossexualidade”. O pastor Silas Malafaia também vem fazendo várias denúncias contra o PT nessas eleições.

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