Na década de 1940, foram encontradas no sul de Israel onze cavernas contendo pergaminhos com textos bíblicos e livros apócrifos com milhares de anos de idade.

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Essa foi, provavelmente, a descoberta da arqueologia mais importante dos últimos séculos.

O material, atualmente armazenado no museu de Israel, passou a ser conhecido como os Rolos do Mar Morto. Estudados exaustivamente, eles datam do período do Segundo Templo e também mostram como era a vida dos judeus naquela época.

São uma comprovação de como o texto das Escrituras permaneceu inalterado por séculos, uma vez que o clima do deserto e a temperatura das cavernas de Qumran, próximas ao Mar Morto, ajudaram na sua preservação.

Poucos meses após o governo israelense anunciar que faria novas buscas por artefatos na região, a Universidade Hebraica revelou nesta quarta (8) que uma décima segunda caverna foi descoberta.

A escavação foi conduzida pelo doutor Oren Gutfeld, da Universidade Hebraica e assistida pelo doutor Randall Price da Liberty University, dos Estados Unidos. O local já era conhecido pela Autoridade de Antiguidades de Israel, mas nunca fora totalmente explorada.

Uma nova pesquisa no local foi realizada ao longo de janeiro, patrocinada pelo governo de Israel. Os achados ainda estão sendo catalogados, mas os arqueólogos anunciaram que se tratam de cerâmicas, cestas e tecidos que remontam aos tempos de Jesus.

Até o momento não foram achados novos pergaminhos, mas o anúncio chamou atenção da comunidade arqueológica mundial por que mostra um pouco mais sobre a vida dos essênios, um grupo religioso judeu que vivia nas cavernas e foi o responsável pelas cópias dos textos do Antigo Testamento nos pergaminhos.

Segundo estudiosos, João Batista tinha algum tipo de contato com essa comunidade que vivia no deserto e anunciava a vinda iminente do Messias.

Entre os novos achados está um pedaço de couro cuidadosamente enrolado, que estava pronto para ser usado como pergaminho. Ele foi levado para um laboratório de conservação arqueológica onde será examinado. Também foram achado pedaços de frascos de barro, que seguem a tradição do profeta Jeremias, que foi instruído por Deus a colocar os escritos em vasos (Jeremias 32: 14).

Rolo de couro descoberto nos restos de um vaso (Foto: Oren Gutfeld)

O dr. Oren Gutfeld declarou ao site de notícias Y Net: “Esta é uma das descobertas mais emocionantes e importantes dos últimos 60 anos nas cavernas de Qumran. Esses achados não deixam dúvida que esta foi a 12ª caverna habitada na época do Segundo Templo. São descobertas  importantes e extremamente fascinantes, que demonstram a necessidade de se promover mais escavações no deserto da Judeia”.

A expectativa dos arqueólogos é que sejam descobertas outras cavernas com mais comprovação arqueológica da ligação dos judeus com a Judeia há mais de dois mil anos, fato esse contestado pelas Nações Unidas em suas resoluções mais recentes.

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