O deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC/SP) voltou a ser alvo de protestos de grupos LGBT.

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Ele está em Palmas, no Tocantins, onde foi participar nesta quinta (17) de uma mesa-redonda sobre o tema ‘Atualidades da Política Brasileira: Ideologia de gênero, sexualidade e religião’.

Também participa do evento a psicóloga Marisa Lobo, o deputado estadual Eli Borges (PMDB/TO), e o apóstolo Sérgio Paulo, da Igreja Nacional da Renovação. Embora o local escolhido para o evento seja o auditório da Assembleia Legislativa, não foi promovido pela mesma.

É uma iniciativa do Movimento Conservador do Tocantins. Seu líder, Rodrigo Almeida, explica que o objetivo era fazer um “momento de debates e aprendizagem”. O acesso era somente para as pessoas inscritas e teve a entrada controlada.

Um grupo de manifestantes foi para a frente da Assembleia com faixas e cartazes no início da noite. Eles gritaram palavras de ordem e estenderam uma grande bandeira com o arco-íris, característica do movimento LGBT.

Mariana Requiri Rodrigues, uma das líderes, explica que o objetivo é protestar “contra as expressões machistas de homofobia, discurso de ódio, racismo e ceticismo que extrapolam a livre expressão, pois agridem outras pessoas”.

Desde 2013, quando foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Feliciano enfrenta muitas dessas manifestações promovidas por partidos como PT e PSOL e por ativistas do movimento LGBT.

Na maioria delas, tanto ele quanto as pessoas que participavam dos eventos foram vítimas da mesma intolerância que os LGBT reclamam. O caso mais emblemático foi o “beijo gay” de ativistas em meio a um culto.

OAB fica do lado de ativistas

Além dos ativistas LGBT, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) distribuiu uma nota pública. Eles “repudiam” o uso da expressão “ideologia de gênero” pelo evento. Para a comissão, o termo vem sendo usado “para deslegitimar as políticas públicas afirmativas e de enfrentamento às discriminações contra mulheres, gays, lésbicas, travestis e transexuais”.

A advogada Verônica Salustiano, que faz parte da comissão insiste que “Discutir gênero nas escolas é fundamental, inclusive visando extirpar preconceitos terminológicos, na medida em que o Brasil se constitui como Estado laico, compromissado com o livre pensamento científico, signatário de tratados internacionais que visam o combate ao preconceito e discursos de ódio”. Com informações deConexão Tocantins e G1

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