São quase duas décadas do envolvimento da Fundação Cacique Cobra Coral com a prefeitura do Rio de Janeiro.

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A instituição espírita afirma que é capaz de desviar nuvens de chuva que pairam sobre a cidade e expõem a cidade aos riscos de enchentes e deslizamentos. Desde 2000, ela vinha sendo chamada para evitar temporais na virada do ano em Copacabana e durante os desfiles de Carnaval.

A médium Adelaide Scritori afirma incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral, uma “entidade” que conseguiria controlar o tempo. Ela preside a fundação que tinha convênio com a prefeitura do Rio, mas o contrato se encerrou com o fim do governo do ex-prefeito Eduardo Paes.

Essa parceria com a prefeitura foi iniciativa do ex-prefeito Cesar Maia. Oficialmente, não gerava custos. A Fundação pedia apenas dados sobre investimentos na prevenção a enchentes e pudesse fazer publicidade do acordo. Curiosamente, em janeiro de 2009, assim que Paes tomou posse no primeiro mandato, o município anunciou que dispensaria os serviços da Fundação. Acabou voltando atrás 15 dias depois, após o primeiro temporal que atingiu a cidade.

Evangélico, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) não renovou o convênio, mas o porta-voz da Fundação, Osmar Santos, insiste que o Cacique Cobra Coral vai continuar a monitorar o Rio. Explicou ainda que eles irão concentrar seus esforços no controle do clima em São Paulo. O convite teria vindo pessoalmente do prefeito João Doria Júnior (PSDB).

“São Paulo vai exigir mais esforço e empenho pessoal do cacique. É muito mais difícil atuar para dispersar as chuvas por ser uma cidade mais plana. No Rio, o relevo ajuda, pois tem como desviar as nuvens para regiões montanhosas ou o mar. O objetivo será atuar para que as precipitações que acabam provocando enchentes na capital paulista se concentrem no Vale do Paraíba, junto à Serra da Cantareira, para permitir um aumento do volume de água nos reservatórios que atendem Rio e São Paulo”, explica. Com informações de O Globo

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